quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Publicação.



Poeta Marciano Medeiros publica romance de cordel contando história de amor vivida no Facebook

(Da redação)

“Lindo Amor que Floresceu nas Páginas do Facebook”, é o novo título do cordelista Marciano Medeiros. O autor diz que trabalhou um ano elaborando essa história de ficção e que ambientou tudo em 20010, na cidade de Serra de São Bento/RN. Marciano Medeiros afirmou que procurou unir o clássico ao moderno, elaborando essa moderna e inesquecível história de amor acontecida no Facebook.
Trata-se da vida de João Pereira da Silva, conhecido por João Faxina. O cordelista declarou que este personagem surgiu através de um sonho que teve. Já algumas experiências vivenciadas na internet por ele e amigos, serviram para elaboração do enredo. Medeiros enfatizou que num sítio de Serra de São Bento existia uma menina chamada Jucileide, que era apaixonada por João Faxina, mas a jovem foi rejeitada em suas românticas pretensões amorosas.
Em maio de 2010 o moço João, começa a se interessar pelo Facebook, encontrando na possibilidade uma ferramenta moderna para lhe ajudar a encontrar um grande amor. A trama do cordel aborda problemas de discriminação, mostra as mudanças nos hábitos da sociedade nordestina, os perigos do namoro virtual e apresenta no mínimo três desfechos. O cordel está sendo impresso numa tiragem de mil exemplares e tem o patrocínio do jornalista Joaquim Pinheiro.
O romance é composto de 159 estrofes, diagramadas em 32 páginas. A capa mostra uma xilogravura de Erick Lima e o texto foi elaborado em sextilhas. Marciano Medeiros disse que irá divulgar seu novo cordel em todas as escolas que puder e que ficou muito feliz na criação deste novo e surpreendente romance, que divulgará Serra de São Bento de modo inimaginável por todo o Brasil. Toda a cena vivida pelos personagens principais se passa nas dependências da Escola Estadual Professor Joaquim Torres.
O poeta que integra a Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel é natural de Santo Antônio/RN, porém nunca perdeu o vínculo com Serra de São Bento, cidade onde se encontra todas as origens familiares do autor.


Este Cordel pode ser adquirido com o autor pelo E-mail:
 marcianobm@yahoo.com.br



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Convite de Gaudério.

Oh, gauchada de valor,
Deste meu pago Sulino
Ser gaudério é meu destino
E digo sem ter temor:
Na rima sou professor,
Pois rimando sem limite
Quero fazer meu convite,
Convite da Academia
Para Quarta Antologia,
Embora não me acredite.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

DO INFORMATIVO CULTURAL VERSO & REVERSO - Edição nº 47 - Maio/Junho.

AGENDA CULTURAL.

A Academia Gaúcha dos Poetas de Cordel, convida aos amantes da poesia para o lançamento da sua "4ª Antologia" e do livro: "Falso Amor - Décimas Gaúchas", do poeta José Heitor Fonseca. Dia: 16/11/2014, na Feira do Livro de Porto Alegre - Memorial do Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

REUNIÕES NA ACADEMIA.

Reuniões no terceiro domingo de cada mês:
Às 14: 00Hs.
Rua: Francisco Trein, nº 116  - Cristo Redentor - Porto Alegre-RS.
(No Sindicato dos Metalúrgicos).
Fone: (51) 84478297, falar com o Poeta Quintino da Rosa.
Entrada franca para quem quiser participar!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poeta Tio Mano.

O Poeta Tio Mano é sócio da Academia Gaúcha dos Poetas de Cordel e aqui nesta foto está visitando o Conselho Tutelar de Caçapava do Sul. Ao seu lado estão Claudinha Fernandes e Daiane T. Silveira Pigato.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Seja Bem-vindo.

Prezado amigo que vem
Visitar de coração
Essa página gaúcha
Que fala de tradição;
Da décima do passado
E da prosa de galpão...
É na décima que faço
A minha apresentação,
Fique à vontade, vivente
Pra tomar um chimarrão!

JOSÉ HEITOR FONSECA.

DÉCIMA DO RESGATE.



Caro Quintino da Rosa                                                 
Que deste torrão é vate,
Nossa décima gaúcha
Propôs fazer um resgate,
Pois agora estou fazendo
No intervalo do mate.
Portanto, caro colega,
Não quero que dê debate,
Mas peço por gentileza:
Do verso faça o remate.
(José Heitor Fonseca)

Caro José Heitor, o poeta,
Resgatamos esta cultura
A nossa Décima Gaúcha,
A mais linda literatura;
Aquela que no passado
Alegrou a criatura.
Quantos romances de amores
Na mais gostosa leitura,
Leitura que nos propôs
Meditação e brandura.
(Quintino da Rosa)

Está décima gauchesca
Não há poeta que lance
Um olhar admirado
E numa sombra descanse
Sem imaginar a trama
Ou enredo de um romance
De uma prenda sonhadora
Que seu coração balance
Pelo o príncipe que surge
E uma bela flor lhe alcance.
(José Heitor Fonseca)

Caro José Fonseca,
Segundo nome Heitor,
Na nossa terra gaúcha
Quantos romances de amor
Foram escritos por poetas
Do nosso pampa em flor,
Poetas que até o nome
Se perdeu no corredor.
Lembrei aqui os ‘Três Amantes’
Que ainda não se sabe o autor.
(Quintino da Rosa)

Assim são nossos romances
Do sofrimento ao perdão,
De quem sofre solitário
A grande dor da paixão.
Às vezes termina em ódio
Por tragédia e traição,
Outras vezes só lamentos
Da triste separação,
Mas todo o belo romance
Sempre acaba em união.
(José Heitor Fonseca)

Amigo tu descreveste
Do romance o enredo,
Entre um peão e uma prenda
Sempre há algum segredo.
Para dar o meu conselho
Eu hoje levantei cedo:
Quando se nasce um pra o outro,
Se enfrenta o amor sem medo;
Sempre é bom chegar primeiro
Pra não tomar leite azedo.
(Quintino da Rosa)

Para resgatar a décima
Que conta história de amor,
O vate Quintino Rosa
Trabalha com destemor,
Por ser poeta gaúcho
Que tem prestígio e valor,
Resgata nosso passado,
Por isso caro leitor:
Não vivemos só de riso
E nem de tristeza e dor.
(José Heitor Fonseca)

Obrigado, José Heitor,
Tu chegaste em bom momento
Na Academia Gaúcha
Emprestando teu talento
Pra me ajudar no resgate;
Traçamos tento por tento.
A Décima é o Cordel Gaúcho
Que tiramos do pensamento,
Acionando nosso estro
Espalhando aos quatro ventos.
(Quintino da Rosa)

Vivemos fazendo versos
Que nasce do coração
Ora falando de amor
Outras, do nosso rincão,
Pois cada vate é tocado
Pelo dom da inspiração,
Seja do jeito que for,
Neste mundo de ilusão,
Um poeta também sofre
A louca dor da paixão.
(José Heitor Fonseca)

José Heitor, nobre poeta,
Agradeço a parceria,
Tu vieste engrandecer
A nossa Academia.
Vamos nos unir uns aos outros
Para espalhar poesia
Pelas plagas Brasileiras
Desde o Pampa até Bahia,
Desejamos aos leitores
Muita paz e harmonia.
(Quintino da Rosa)



 

 



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

EXTRAÍDO DA 2ª ANTOLOGIA.

A poesia de cordel no Rio Grande do Sul, ficou conhecida como Décima, o que nem sempre é Décima. Muitas vezes o Gaúcho diz: "Vou cantar ou declamar uma Décima!" Mas aí, vamos analisar e chegamos a conclusão que o cidadão está apresentando simplesmente um Cordel, mas não uma Décima. Quando se fala em Cordel no meio da gauchada, a primeira coisa que se diz é isso: "É coisa lá do Nordeste!" Aqui vai a nossa explicação: Os primeiros poetas que escreveram a 'Poesia de Cordel' no Rio Grande do Sul, eram às décimas, isto é, estrofes com dez linhas ou dez versos, como queiram. Pois bem. O que aconteceu é que o Cordel aqui nos nossos pagos tem o nome de 'décima'. É que muitos daqueles que leram essas décimas tinha o dom da rima e, ao lerem essas 'décimas primeiras', gostaram e passaram a escrever, mas já em sextilhas. Daí em diante deram a continuação em sextilhas. Eles nem sequer sabiam o que queria dizer Décima. Nós queremos dizer que o verdadeiro 'Cordel Gaúcho' é a Décima, isto é, estrofes em dez versos. Não queremos com isso, dizer que as estrofes feitas em seis linhas não sejam dos gaúchos. Se está versando sobre temas do Rio Grande do Sul são também gauchescas. Poeta Quintino da Rosa. (Presidente).